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TRUPE CIRCUS / ESPETÁCULOS


Além do trabalho com crianças e adolescentes da Vila do Buriti, a EPC conta também com A Trupe Circus, que surgiu da necessidade de criar um espaço de formação, de troca de experiências e de aperfeiçoamento para jovens artistas circenses.


Atualmente, o grupo é formado por mais de 35 jovens. Desses, alguns são monitores da EPC e outros são alunos da ONG que, a partir dos 16 anos, despertaram o interesse em ingressar no campo profissional. Participam ainda jovens de outras instituições e artistas do picadeiro que encontraram na Trupe o espaço onde podem discutir necessidades e fortalecer o protagonismo juvenil.
 
Grupo, coletivo, junção, união, emoção. Todas essas palavras dão significado à Trupe Circus, um grupo de adolescentes e jovens unidos pela paixão ao circo, que desafia a desarmonia da contemporaneidade e constrói oportunidades através da arte-educação.

Desde 2005 a EPC através dos jovens da Trupe Circus vem desenvolvendo o projeto Estradas Cruzadas – juntando valores, juntando saberes, junto à Associação de Artistas Tradicionais Circenses de Pernambuco. O objetivo é promover o diálogo direto entre a expressão artística circense tradicional e a do circo contemporâneo, Dessa forma, se pretende fortalecer o processo de aprendizagem, reconhecendo e valorizando o potencial de conhecimento histórico e técnico dos artistas de circo tradicional da cidade.

A Trupe Circus já montou os seguintes espetáculos:

Presepadas - Dois palhaços, Bicudo e Charlito são os mestres de cerimônias da encenação. Tudo acontece quando desastradamente eles percebem que com seus números já não conseguem fazer rir e decidem sonhar com outras funções no circo.

A partir daí, numa atmosfera de muito riso, travam uma engraçada disputa entre eles e os demais palhaços, para ver quem é o mais habilidoso. No meio de tudo isto, números de malabares, tecido, acrobacia, trapézio e outras modalidades circenses encantam crianças e adultos.

O trabalho tem roteiro e direção de Kléber Lourenço e Fátima Pontes. A concepção é da Trupe Circus, conjunto artístico da atividade desenvolvida pela ONG.

Estradas Cruzadas no Circo - O espetáculo foi montado como resultado de um processo de oficinas de formação, ministradas por artistas de circo tradicionais da cidade do Recife, fazendo parte do projeto intitulado: “Juntando Valores – Trocando Saberes”, agraciado com o prêmio Funarte de Estímulo ao Circo 2005.

O projeto consiste em oferecer aos adolescentes e jovens da Trupe Circus – EPC, oficinas de circo tradicional, visando o aperfeiçoamento artístico e cultural dos mesmos e promovendo o diálogo direto entre diferentes gerações circenses, reconhecendo e valorizando o potencial de conhecimento histórico e técnico dos artistas de ontem, de hoje, de amanhã e de sempre!

A Trupe já participou das seguintes oficinas: Palhaço de Reprise, com palhaço Pinóquio; Drama Circense, com Índia Morena; Equilíbrio em Arame, com Jamaicano; Mágica, com Mágico Halley; e Corda Indiana, com Maletinha e sua filha Gilvânia.

A Encenação de Estradas Cruzadas no Circo foi inspirada em dois quadros pintados em 1972 e 1976 pelo artista plástico pernambucano Bajado. Os quadros representam a chegada do Circo Nerino na cidade e seus artistas, chamando a população para ir ver o espetáculo.

O intenso colorido e as expressões das figuras pintadas, personagens do universo circense, traduzem a essência mambembe e encantadora do circo, elementos que inspiraram a construção dramatúrgica do espetáculo.

O dono do circo com seu megafone, artistas em perna-de-pau anunciando a chegada do Circo, a música tradicional utilizada pelas bandinhas, a apresentadora de circo, e outras figuras do imaginário tradicional circense estão presentes no roteiro do espetáculo.

Vendedor de Caranguejo - A montagem é um exercício de circo-teatro e mostra a trajetória de um vendedor de caranguejo na batalha diária pela sobrevivência. Ao longo do espetáculo, vemos o contato e o fascínio desse trabalhador diante do desenvolvimento da cidade: ônibus, prédios, etc.; e ainda de seus tipos: ladrões, mendigos, socialites. O percurso que ele realiza, do momento em que cata o caranguejo até sua venda, é traduzido pela poesia circense.


No trajeto, o público pode ver diversos números: palhaços e performances aéreas, com três artistas representando os astros; a aparição do sol, fazendo pirofagia; os catadores de caranguejo dançando cavalo-marinho; os arranha-céus representados por artistas em pernas-de-pau; a agitação da cidade mostrada através da confusão de malabaristas, acrobatas e equilibristas; além de capoeiristas simbolizando com sua dança uma luta entre dois cidadãos e um ladrão que tenta assaltá-los.


A intenção é prevenir contra a degradação do meio-ambiente, mostrando como a preservação do ecossistema é de fundamental importância em grandes cidades como o Recife.


A trilha sonora é executada ao vivo. Ritmos populares pontuam todo o espetáculo: coco, cavalo-marinho, maracatu, samba de roda e ciranda ajudam a contar a história.

Esse último participou de vários festivais, entre eles o XI Janeiro de Grandes Espetáculos (2005), sendo contemplada com cinco prêmios, dentre os quais o de melhor espetáculo infantil. Além disso, o espetáculo foi contemplado com o Prêmio Estímulo ao Circo 2004 da Funarte.