ENTREVISTA – MARCO ANTÔNIO BORTOLETO

page

Ele vive entre o Circo e a Ginástica, entre a Arte e o Esporte, e isso desde que os aspectos lúdicos, desafiadores e criativos das artes circenses fisgaram sua atenção e seu coração, ampliando sua atividade profissional antes dedicada ao universo dos ginastas. Durante sua participação em Seminário sediado na EPC, conversamos com Marco Antonio Bortoleto, pesquisador da ginástica e integrante do comitê técnico da Federação Internacional de Ginástica (FIG) e também um dos maiores pesquisadores e estudiosos do Circo no país. Nesta conversa, ele fala, dentre outras coisas, sobre a sua trajetória profissional, relação com o circo e com a EPC. “O circo é uma das artes mais interessantes da contemporaneidade porque liga o homem à realidade dele, ao risco, à incerteza e, ao mesmo tempo, permite que faça praticamente tudo o que ele quer. Isso possui um valor gigantesco! É uma arte extremamente atrativa, em tempos onde as pessoas querem extremos, buscam o espetacular. O circo é, por natureza, espetacular!”.  Vale conferir!

1-Sua história com o Circo não coincide com o início da sua trajetória profissional que, na verdade, se dá na área de Educação Física, enquanto professor de Natação. Antes disso, sua vida esteve relacionada ao universo da ginástica. Quando e com qual motivação, então, se deu esta interseção com o Circo?

Fui ginasta dos 7 aos 18 anos, competindo até esta idade, quando sofri um acidente e decidi finalizar minha carreira esportiva. A partir daí, atuei algum tempo como árbitro e treinador de ginástica (entre 18 e 20, época do início da faculdade de Educação Física). Trabalhar com atividades aquáticas – hidroginástica e natação – foi uma necessidade financeira e que me permitiu adentrar em uma área da qual eu não tinha muito conhecimento. Durante esse período, entretanto, continuei dialogando com a ginástica, especificamente com a acrobacia, e foi precisamente isso o que criou esta ponte entre esta atividade e o circo. Jovens em começo de carreira artística, sobretudo na cidade de São Paulo que na época tinha escolas e grupos que estavam começando a se consolidar no âmbito do circo, como a Nau de Ícaros e Circo Escola Picadeiro, buscavam formação acrobática, e eu comecei a colaborar com algumas dessas pessoas. Da minha parte, acabei aprendendo técnicas circenses como perna de pau, malabares. E é aí que começa meu envolvimento com a arte do circo.

2- Quais os paralelos que relaciona entre a ginástica e o circo?

Embora, para alguns, sejam estes universos antagônicos, distantes, acredito que eles comungam de muitas coisas, seja do ponto de vista histórico, de suas técnicas corporais e das tecnologias, por exemplo. A fonte do conhecimento da ginástica moderna, a partir do século 18, foi o circo que era onde muito residia o conhecimento que as pessoas tinham do e sobre o corpo. Quase todos os equipamentos de ginástica que ainda usamos hoje (barra fixa, argolas, etc) vieram de práticas anteriores, muitas delas utilizadas em espetáculos, principalmente de circo. Embora o discurso e as práticas já enfatizem a diferença entre a ginástica moderna e o circo no século 19, foi a partir do século 20 que vemos que a ginástica começa a distanciar-se do circo, pautada num discurso científico, acadêmico. Já o circo é referido como entretenimento, erroneamente – na minha opinião – “sem função educativa” sem “metodologia”, e assim, não útil para a sociedade.

3- Como e por que acredita que se deu esta cisão, diferenciação?

No século 20, temos uma educação muito utilitarista, higienista, dos cuidados com o corpo e a saúde. A ginástica, com base nos avanços e postulados científicos da época, ganha protagonismo ao atender perfeitamente a estas finalidades, “formando” corpos fortes, saudáveis, inclusive aptos ao trabalho. O circo, por outro lado, é considerado “inútil” porque se destina à diversão, ao entretenimento. Me parece que, mesmo existindo raízes comuns, enorme troca de saberes entre essas práticas durante séculos, no século 20 elas chegam a ser consideradas antagônicas, o que é um erro absoluto na minha opinião – ao menos do ponto de vista da prática (do corpo).  Afinal, a preparação do corpo, a metodologia de trabalho, disciplina, autocontrole, automotivação, a gente encontra em ambas as práticas. A diferença é que a ginástica esportiva (de competição), atualmente, objetiva formar atletas (bons competidores), adestrá-los para quem possam competir no melhor rendimento possível. O circo, por sua vez, vislumbra o estético, o artístico, o poético. Claro que neste último interessa também o rendimento, cuja exigência é tão grande quanto a do atleta. O atleta, entretanto, segue um código de pontuação, assim tudo o que ele faz está muito bem regrado. O artista, por sua vez, não segue códigos rígidos, mas a vontade de levar para o público algo que o agrade e faça refletir, emocionar. O dia a dia, a prática, a preparação corporal e até os equipamentos são, contudo, muito semelhantes. Em alguns lugares até a metodologia é similar. Estamos, então, trabalhando muito firme para que, no futuro, possamos tratar de ambos fenômenos de modo mais conciliador, respeitando suas diferenças, porém potencializando suas semelhanças. Por isso, eu não abandonei a ginástica ao me tornar um pesquisador do circo. Por achar que parte do meu trabalho é, justamente, mostrar que eles têm aspectos que convergem e que uma pode auxiliar à outra. Entendo que a ginástica de competição se desenvolveu muito em alguns aspectos e isso pode ajudar o circo e vice-versa. Acho que é possível ser feliz em ambos os lados e aprender dos dois. Evidentemente que vou tentando fazer com que as pessoas da ginástica consigam ver o circo de outra maneira, e vice-versa, construindo essa ponte, esse diálogo, sem, obviamente, tentar que sejam o mesmo.

4- Como foi o início da sua relação com o circo no sentido afetivo, emocional?

Meu envolvimento começa de forma muito lúdica. Acho que a acrobacia e o domínio do corpo, de qualquer forma, tem mesmo que ser assim. Eu me divertia fazendo malabares, arame, acrobacia. Na verdade, me divirto até hoje. De alguma maneira, esse impulso lúdico, esse prazer pelo fazer foi ficando cada vez maior no circo. Provavelmente porque me permitia explorar mais a capacidade criativa, minhas inquietações, e, por outro lado a ginástica tinha sua essência definida, pouco podia criar, mudar. Hoje, diria o que mais me atrai no circo, e por isso dedico um pouco mais de tempo a ele, é a maior liberdade que ele dá do ponto de vista da construção do corpo, do conhecimento, movimentos e da performance. A ginástica está bastante presa a certos conceitos e códigos. No circo, encontro mais flexibilidade, mais liberdade criativa. Portanto, acho que ele é fundamental para a ginástico do futuro. Quero lembrar que a ginástica, e toda a construção científica sobre ela, também me ajuda a pensar o circo, por isso ainda serve de referencial, em alguns aspectos. Me parece que ou a ginástica se torna mais flexível, criativa, ou vai continuar perdendo espaço. Claro que o circo, às vezes, precisa tomar este cuidado também: ser cativante, criativo, inovador.

5- De que forma, no mundo acadêmico, seu trabalho busca a interação entre estas duas manifestações, Ginástica e Circo?

Minhas pesquisas de mestrado e doutorado foram a respeito da Ginástica Artística de competição. No caso do segundo, por exemplo, passei cinco anos fora do Brasil, dois deles estudando a seleção espanhola masculina que se preparava para as Olímpiadas. Então, acompanhei a preparação dos ginastas para a competição de Atenas, em 2000. Na época, era uma equipe de altíssimo rendimento, a quarta melhor do mundo. Nesse mesmo período, além de atuar como artista de circo, fui professor de acrobacia na Escola de Circo de Barcelona (Rogerio Rivel). Mais adiante, no pós-doutorado, entretanto, realizado em Portugal, já lanço uma pesquisa que faz a ponte entre a ginástica e o circo e que aborda as tecnologias elásticas e seu uso para a formação do acrobata. Essas tecnologias recentes que vão do colchão à cama elástica ou trampolins (a própria báscula é semiflexível) favorecem o aprendizado da acrobacia pois amplificam o tempo do corpo no ar, permitindo acrobacias mais complexas (mais espetaculares). Então, a pesquisa sobre como estas tecnologias elásticas revolucionam o treinamento acrobático que tem atraído minha atenção nesses últimos anos. No ano passado, ao elaborar minha segunda tese (para o concurso de livre docência na Unicamp), ampliei este campo de pesquisa e lancei mão de uma tese sobre como a revolução destas tecnologias elásticas impregna tudo o que a gente faz. Até a roupa do treinamento é mais elástica do que era antigamente, por exemplo. Se levarmos isto ao extremo, perceberemos, inclusive, que essa maior flexibilidade não está apenas na tecnologia, mas nos conceitos. O que é circo? Já não dá para definir. O que é beleza ou gênero? Também não. Então, ou você incorpora essa flexibilidade em todos os aspectos, do moral ao tecnológico, ou está fora, na contramão. Acredito, portanto, que estamos diante de uma verdadeira mudança de paradigma, que certamente afeta e interessa ao Circo.

6- Com uma obra composta por uma ampla bibliografia de mais de 70 artigos, 20 capítulos de livro, 7 livros, que autoavaliação faz da sua própria produção?

Foram seis milhões de horas dedicadas a isso (risos). Acredito que o conjunto da obra é importante, e por mais simples que eu julgue que é minha produção, acho que tem ajudado a outras pessoas a pensarem seus corpos, suas práticas, sejam elas circenses ou gímnicas. Acredito que a minha produção é em grande medida sobre a obviedade, sobre elementos simples e cotidianos, e majoritariamente, dirigida ao ensino dessas práticas (à sua pedagogia). Em grande parte, como eu disse, o que escrevo é simples e óbvio, mas não estava escrito. E espero que as pessoas façam algo mais complexo e profundo no futuro, mas era preciso dar o primeiro passo. O conjunto desta obra significa uma mudança de posicionamento, ou seja, a partir dela as pessoas puderam enxergar que o circo também produz pedagogia na academia, que pode e deve ser pesquisado na universidade. Minha contribuição é também isso: mostrar para o circo e para a ginástica formas de produção que até então não estavam consolidadas no âmbito científico, e que requerem mais atenção.

7- Outra forma de contribuição conferida por você ao circo e à ginástica é sua atuação no comitê técnico da Federação Internacional de Ginástica (FIG) desde que, em 2012, foi o primeiro americano a ser eleito entre os representantes deste comitê, com sede na Suíça. De que forma esta atuação se dá?

Na verdade, não foi algo premeditado, elaborado, esperado. Tratou-se de uma indicação da Confederação Brasileira de Ginástica por entender que eu tinha condições para isso. Para minha surpresa, fui eleito, numa votação que os presidentes de todas as federações nacionais do mundo votam.  São 142 países membros e 120 votantes. Após o mandato de um quadriênio, fui reeleito em novembro de 2016 na eleição realizada no Japão. Portanto, continuo fazendo parte deste comitê composto por 7 especialistas (de países distintos: Suíça, Dinamarca, Portugal, Japão, Suécia e Eslováquia e Brasil). Participar deste comitê me ensina muito e permite entender o mundo do esporte de modo mais profundo. Interagimos com várias organizações, como o Comitê Olímpico Internacional e, assim, aprendo coisas que não conseguiria estando aqui, à distância. E muito do que aprendo consigo levar para os grupos de pesquisa que atuo, para minha universidade, para meus alunos, e, também para meus estudos do circo: questões de gestão, organização, reflexões que a ginástica tem sobre seu futuro, etc. Desde 2003, ou seja, há 14 anos, a FIG colabora com o Cirque Soleil e sou, neste sentido, uma espécie de consultor, parceiro, como denominam, por entender dos dois universos. Há interesse em conhecer-se melhor mutuamente, em dialogar, e acho que todo ganhamos, embora existam diferenças e elas precisam ser respeitadas.

8- Você possui um trabalho muito forte no segmento de Segurança no Circo. Diante disso, surge a pergunta: como lidar com o dilema de conferir segurança aos espetáculos circenses sem interferir no seu caráter de imprevisibilidade e de “necessidade” de riscos?

Esta questão existe desde sempre. Toda vez que você trabalha ou treina em uma atividade onde há risco, é obrigado a prestar muita atenção na segurança. Na ginástica, isto é muito claro. Foi ela, inclusive, que me ajudou a entender melhor o risco, a necessidade dele, de que não há como eliminá-lo, mas controlá-lo por meio de uma pedagogia consistente e do uso correto dos equipamentos e procedimentos. Quando adentrei ao universo do circo, percebi que também havia esta necessidade de pensar a segurança, que obviamente já existia, já fazia parte das práticas, mas que em alguns aspectos não parecia eficiente. Em algumas vezes, havia muito risco, em outros, muito controle e vice-versa. Então, percebi que poderia ajudar aí. Evidentemente, a gente não é capaz de estudar tudo, e fui fazendo parcerias, convidando amigos da área de engenharia, de segurança do trabalho, aprendendo coletivamente. A pesquisadora Ermínia Silva, por exemplo, foi fundamental para que eu e todos os envolvidos nas pesquisas entendêssemos como a construção da segurança (e da pedagogia) se dava no circo. Então, desenvolvemos uma linha de pesquisa sobre essas questões, como projetos mais pontuais como um protocolo de montagem de equipamento, planos e registro (check list), até questões mais conceituais como de quais riscos estamos falando, como os acidentes interferem nesse risco, como cada indivíduo, por meio de sua subjetividade, interpreta esse risco e, por conseguinte, a segurança. Certamente, os materiais que estamos produzindo a partir disto ainda são limitados, mas acredito que é isto que faz ciência. Cada vez avançando um pouquinho para daqui a muitos anos termos avançado bastante. Para isso, aprendemos com várias áreas, como a médica, por exemplo, onde um mesmo paciente é avaliado por 2 ou 3 médicos, o que significa uma dupla checagem. Aplicamos este mesmo conceito a montagem de um aparelho, como um trapézio, quando até duas pessoas inspecionam a montagem após realizada. Enfim, cruzamos conhecimentos, buscamos outras fontes, e tentamos sistematizar em busca de poder ajudar aos profissionais do circo.

9- Diante do amplo conhecimento que possui do assunto a partir de suas pesquisas e publicações, como avalia o panorama do circo atual no país e no mundo?

Acho que o entendimento sobre o circo é muito diverso na sociedade brasileira e mundial. É repleto de preconceitos, e ao mesmo tempo, possui uma atratividade simbólica muito grande. É algo que atrai, apaixona as pessoas. Assim, da mesma forma que vejo o circo como algo extremamente convidativo ou atrativo, vejo que também pode repelir. Esta percepção muda de acordo com a cultura do lugar, região, mas essas polaridades existem. Cabe a todos nós dialogarmos com elas e buscarmos um equilíbrio, uma ressignificação que nos permita ver o circo mais e mais presente, mais e mais respeitado.

10- Na sua opinião, o que pode repelir ou atrair, no circo?

Repele a falta de conhecimento que faz com que preconceitos sejam cristalizados. As pessoas viram algumas coisas, foram induzidas e pensar de determinada forma e acabam usando isso para tentar definir o circo como um negócio fracassado, lugar de pessoas que não são justas, um espaço decadente. Por outro lado, muitas outros defendem que o circo é uma das artes mais interessantes da contemporaneidade porque ela liga o homem à realidade dele, ao risco, à incerteza e, ao mesmo tempo, permite que faça praticamente tudo o que ele quer, como mencionei no princípio. Isso possui um valor enorme. Não há limites no circo a não ser não maltratar o seu público. Todo o resto o artista pode fazer, inclusive morrer. Isto faz do circo uma arte extremamente atrativa, em tempos onde as pessoas querem extremos, algo espetacular, e o circo é, por natureza, espetacular. Ao mesmo tempo o circo pode ser sutil, leve e emocionante, trazendo leveza à nossas vidas, repletas de problemas, dificuldades. Quando o artista enfrenta uma dificuldade nos inspira a seguir lutando em nossas vidas. Ambas polaridades alimentam meus estudos, minhas buscas. Nosso papel hoje é debater essas polaridades e divergências para que possamos ter melhores entendimentos sobre o circo no futuro, por parte da Academia, sociedade em geral, do Governo, dos educadores e das famílias. Precisamos que elas conheçam melhor o circo de hoje, de ontem e ajudem a construir o circo de amanhã para que possam falar ainda mais dele. Para que aquelas coisas que não são boas sejam melhor resolvidas e as boas sejam fomentadas.

11- Qual, na sua opinião, o papel do Circo na formação de um indivíduo?

Irei elencar procurando não ser reducionista. O Circo é uma via muito importante de contribuição para que as pessoas se comuniquem, se expressem melhor, para tudo na vida. É um lugar para as pessoas aprenderem a conhecer melhor seu próprio corpo, suas possibilidades e limitações. Para aprender elementos fundamentais da educação como construção artesanal, cooperação, coletividade, integração de pessoas de diferentes faixas etárias e níveis sociais e de como elas, juntas, podem produzir algo incomum como um espetáculo, uma aula, etc. O circo é um lugar onde se produz cultura, portanto fundamental para que nossa humanidade continue sendo humanidade. É também, por outro lado, um local onde se produz técnica, tecnologia, procedimentos e isso tudo junto faz com que possamos ter pessoas que sejam mais educadas, respeitosas, colaborativas, portanto, melhores. Isso, na verdade, não é só uma qualidade do circo. Podemos conseguir quase tudo isto com outras linguagens como música, capoeira, literatura. O circo, entretanto, tem um atrativo simbólico múltiplo que torna mais forte tudo isso. Ele é muito poderoso simbólica e ludicamente. Atrai, portanto, as pessoas e faz com que tudo isso aconteça de forma mais fácil, natural espontânea.

12 -Para finalizar, como teve início a sua relação com a Escola Pernambucana de Circo e como avalia, atualmente, o papel e a atuação na Escola no Nordeste e no país?

Tive os primeiros contatos com a EPC a partir da minha participação nos encontros da Rede do Circo do Mundo Brasil, em 2005. A partir de 2007, 2009, passei a frequentar a EPC, quando ministrei algumas oficinas. Destes momentos, surgiu uma relação muito boa com todos e nunca mais parei de cooperar com a Escola. Nos encontramos sempre em várias formações da Rede, seminários e estamos, constantemente, fazendo coisas juntos, reativando esta parceria. Vejo a EPC como uma das Escolas mais interessantes em todos os aspectos, desde a sua infraestrutura (é um espaço muito bem montado, organizado, cuidado) até as questões referentes à inserção social, a forma como ela se relaciona com a sociedade, como as pessoas se transformaram em arte educadores depois de terem sido educandos. Diria que a EPC representa um papel central não apenas em Pernambuco, mas no Circo Social brasileiro de uma forma geral. A partir, primeiramente, da sua metodologia de formação pedagógica, mas também dos seus espetáculos. Sempre foi característica da EPC mostrar, por meio do circo, seu olhar sobre a cultura pernambucana e isto é muito importante. O estado de Pernambuco e o Nordeste, de maneira geral, é muito conhecido pelas suas múltiplas linguagens artísticas e vocês estão atuando como agentes importantes da produção do circo nordestino, pernambucano, brasileiro. Isto tem um valor enorme. Na verdade, se em toda região ou Estado, tivéssemos uma escola como a EPC, o Brasil seria outro no campo do circo. Há muitas outras escolas, muitos outros projetos sociais, excelentes diga-se de passagem, mais ainda não alcançam todo o território e toda a diversidade brasileira.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *